Dois anos deste nosso Bebé Zé
Quarta, 02 de Agosto de 2017

Dois anos. Os melhores dois anos da minha vida. Com alguns desgostos à mistura, é certo. Porque a vida consegue ser injustamente agridoce para os que menos merecem. Mas esta maternidade ao cubo enche-me as medidas. A alma. O coração. Arrebita o meu brio. Arrebata-me de paixão. 

O nosso querido Zé Maria é de pouca conversa. O que tem a dizer, diz depressa. E mal. Pouco mais do que "Mãe, Pai, Tão, Néu". Leva-nos daqui até ao céu [com os seus beijinhos genuínos. E lambuzados]. Tem mau feitio, e odeia partilhar o que está a depenicar. Come maravilhosamente bem. Dorme estupidamente mal. É doido pelos manos. Não se deixa perder por enganos. Tem uns cachos deliciosos. Louros. Luminosos. Diz olá a toda a gente. Adeus só a alguns. Irradia felicidade. Amor. Saudade. Já é tanta a saudade de o ter nos meus braços que até assusta. De repente já não é bebé. Já tem sentido de humor. Já engrena com todos. Já não está colado a mim. E logo eu, que viveria com um bebé ao colo a minha vida toda. Noite e dia. Com frio ou calor. Chuva ou sol. Só queria emanar amor deste corpo de Mãe-Galinha.

Faz hoje dois anos que saí da maternidade. Com um Amor-Mãe incalculável. Levava nos braços uma benção, um milagre, uma perfeita divindade. E aquele bebé-luz, já tão perfeitinho e redondo trouxe ainda mais felicidade a esta casa já feliz. Já barulhenta. Já confusa. Já sedenta (daquela esperança que só um recém-nascido consegue emanar). 

E foram dois anos de loucura tão boa. De aprendizagem. De cansaço. Lá está, de engrenagem. De devoção. De gargalhadas. De lágrimas, também. Mas sobretudo, de uma enorme PAIXÃO.

Partilhado por Francisca Ortigão Guimarães

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