Roteiro em família
Quinta, 06 de Abril de 2017

Se há coisa que gostamos, é de fazer malas. Minto. A parte das malas é assim-assim. Mas é como quem tem medo de andar de avião: um mal menor. Porque o melhor, esse, é viajar. E o que esta nossa gente não sabe é que podemos viajar cá dentro. Podemos viajar - imagine-se só! -, num único dia. Numa tarde, até! O que interessa é entrar no espírito e descobrir. O que gostamos mais é de desvendar. Navegar por mares por muito pouco navegados. Ir contra a maré. Típico de quem gosta tanto de andar a pé. Num destes fins-de-semana fomos até Melgaço. Sim, Melgaço! Aqui tão perto, e com tanto para nos dar. Desde as maravilhosas rotas do vinho Alvarinho, até aos trilhos da Pesqueira. Tudo é razão para descobrir. Partir para a aventura. Deixar ir. O Mosteiro de Paderne, dos mais românticos e misteriosos que já vi! Dava para cenário de um best-seller. Dos bons. Que nos deixam a sonhar dias e dias. O Parque Nacional da Peneda-Gerês. Pois é, todos já ouviram falar do Gerês, mas o que não sabem é que a serra é muito mais do que o Gerês que conhecemos. E na Peneda também tem tanto para nos dar! Desde pic-nics na relva, a mergulhos nas cascatas geladas (mas tão bonitas), ou até bonecos-de-neve, nos dias mais frios. Tudo é desculpa para arejar. Faça chuva ou faça sol. Faça frio ou calor. O que interessa é passear. E rodearmo-nos de amor.

E por falar em amor. Por falar em paixão. Descobrimos um retiro que vos vai deixar sem reacção. Tudo começou com uma casa em ruínas, pertencente a um pregador da freguesia [mais uma desculpa para escrever um romance]. Pois muito bem, a casa do Clérigo (é assim que chama hoje) foi parar às mãos de dois casais que acreditaram no projecto, no sítio, na magia da envolvente, e tornaram uma casa em ruínas num must-have de relaxe. Hoje em dia, a casa das Vigotas enche as medidas de qualquer amante de arquitectura (e não só). Sabem aqueles sítios por quem nos apaixonamos só por passar? Sabem aqueles locais que não têm (aparentemente) nada, mas que dizem tudo? Uma adega que se tornou numa sala de manjar dos Deuses. Quartos com vista para a vinha. Para o verde. Para o vale. Salas inteiras cheias de luz. De boas energias. De bons ares. É um sítio verdadeiramente mágico. E quem não conhecer as Melgaço Alvarinho Houses, nunca vai saber daquilo que falo...


Partilhado por Francisca Ortigão Guimarães

Deixe o seu comentário!

Comentário submetido com sucesso.
Todos os campos são obrigatórios!
ver 0 comentários