O que nunca pode faltar a uma Mãe de rapazes!
Segunda, 05 de Agosto de 2019

Como Mãe de rapazes vos digo: nem sempre é fácil. Os rapazes são muito práticos, muito meigos com as Mães, muito protectores, muito companheiros, muito encantadores. Mas também conseguem ser muito físicos. Também ocupam muito espaço. Também nos tiram do sério. Mesmo quando no fim de tudo nos dão um abraço.

Antes de virmos de férias, estive em casa 15 dias com os três. Sem escolas. (Quase) sem ajudas. A dar no duro no trabalho. Às vezes, ou simplesmente fecho a porta ou desligo a cabeça, e deixo-os em modo auto-gestão. Mas depois, ainda é maior a confusão. As Mães de rapazes têm de ter um sentido prático como mais nenhuma. E um poder de encaixe fora de série. Também não podem ter fobias de nada que tenha a ver com sangue, pisaduras, unhas negras ou queimaduras. Em pouco mais de 9 anos, estes três da via airada já racharam as cabeças, as testas, já levaram pontos a 2 milímetros do olho, já se queimaram na perna, já partiram o braço, já conseguiram a proeza de partir os 4 dedos do pé. Já me levaram às urgências com ingestão de veneno?acho que não falta nada nem nenhum susto a este pobre coração de Mãe. Que com estes sustos fica mais pequeno. E ansioso também.

Por isso, tenho de ter sempre comigo um estojo de primeiros socorros, que veio connosco de férias. Não há nenhum lado a que vá sem levar tudo isso comigo. Água oxigenada. Adesivos. Gel. Paracetamol. Faça chuva ou faça sol.

No outro dia descobri uma marca de adesivos (e muito mais) que adorei: Mercurochrome. Tem adesivos de todos os tamanhos e feitios! E o melhor de tudo: com ilustrações e animais. Para raparigas ou rapazes. Tanto faz! O que interessa é que deixou de haver birras para curar um arranhão. E trouxe mais paz a este pobre coração. Tenho sempre duas ou três caixas comigo. Como se fosse a minha salvação. O meu porto de abrigo. O único senão é que as birras começaram a ser outras: agora discutem pelo adesivo que querem ficar. Não há bela sem senão. Já vos estou a avisar!

Partilhado por Francisca Ortigão Guimarães