Manelindo
Segunda, 29 de Janeiro de 2018

(Dizem que o mês de janeiro é o pior do ano. Pois bem, cá por casa, é bem o contrário! Para além dos meus queridos Pai e Sobrinho/Afilhado fazerem anos em janeiro, este também é o mês do Manel! É por estas e por outras, por causa desta grande parte dos homens da minha vida, que eu começo sempre tão bem o ano. Festa atrás de festa. Tchim-tchim atrás de tchim-tchim. Amor atrás de Amor. O que eu mais peço é que o ano - e a vida - seja sempre assim! Com saúde para dar e vender. E sorte para esbanjar e receber).

Quando se tem filhos, sentimo-nos os seres vivos mais sortudos deste mundo. É uma sensação de plenitude verdadeiramente inexplicável, que vai brotando à medida que os nossos bebés crescem. E é este Amor crescente que se vai acumulando com orgulho desmedido, com paixão de fio a pavio.

Ontem fez precisamente 6 anos que o nasceu o nosso Manel. O nosso mais bondoso e delicioso pote de mel. Também tem o seu feitio, é certo. É o mais vaidoso dos três. Faz finca-pé quando não gosta dos seus calções de tirolês. Que é como quem diz: não gosta de botas, não gosta de vermelhos, nem sequer gosta de gorros e cachecóis. Iogurtes também não é com ele. Mas adora caracóis. Se pudesse, alimentava-se de bolachas. Se calhar, é por isso que é tão doce. Tão meigo. Diz genuinamente: "gosto de ti" com a mesma naturalidade de quem diz "bom dia". É o mais ternurento de todos com os manos. É capaz de emprestar um brinquedo seu ao Zé Maria, ainda que queira muito brincar com ele, ainda que tenha ido buscar primeiro. Só para ser generoso. Só porque sim. Tem o sorriso mais derrete-corações que eu alguma vez já vi ou ouvi falar. Com a idade tornou-se mais tímido. Não é cá de beijos e abraços a qualquer um. Mas faz cafuné como mais nenhum. Adora dar valor à sua família. Aos seus amigos. Agradece por tudo o que tem. Sejam coisas. Sejam momentos. É capaz de dizer "obrigado por este dia, Mãe". Tem o dom, realmente, de me fazer fraquejar. É o filho com que sempre sonhei. São todos. Mas este também. É a minha certeza máxima de que se Deus não me deu uma rapariga, foi porque nunca vou precisar de mais companhia ou cumplicidade do que tenho com estes meus 3 mosqueteiros. Posso até estar enganada, mas creio que este Pote de Mel nunca vai deixar esta Mãe ficar mal. Acerta sempre em tiros certeiros. Seja na escola. Seja na vida. É tão seguro de si mesmo e dos outros, que só pode ser um miúdo bem resolvido e feliz.

Conta todos os dias que faltam até fazer anos. E eu sei porquê. Porque simplesmente celebra todas as coisas boas que lhe caem do céu, sem pestanejar. E batalha por todas as outras que nem sempre estão à mão de semear. Quem o conhece sabe que é a alegria em pessoa. O cúmulo máximo da gratidão. É genuinamente bom. Muito melhor do que eu. Tem um gigante coração. E por isso, hoje, ontem e amanhã, dou graças por me ter calhado este meu filho, que me ensina todos os dias a ser mais feliz. A dar (ainda) mais valor às pequenas coisas. Aos valentes gestos. Aos momentos sinceros. Nem sempre fáceis de apanhar. Mas difíceis de esconder. E quem não os atinge, pensa o Manel, só tem a perder.

São meia dúzia de anos de ti, meu querido Pote de Mel. E a meia dúzia dos anos mais completamente F E L I Z E S da minha vida.


Partilhado por Francisca Ortigão Guimarães

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