Dolce fare niente - parte I
Terça, 24 de Setembro de 2019

Quem me segue há algum tempo sabe que sou assim. Gosto de escrever de cabeça fria. Quando já lá vai algum tempo. Para ter tempo de maturar as memórias. Para viver devagar e contas todas as histórias.

A nossa viagem à Sicília foi, numa palavra, única. Em todos os sentidos. Nas pessoas. Na comida. Nas praias. Nas ruas. Na cor da água. No calor. Na temperatura do mar. No ar puro. Nas noites tórridas. Na sensação de liberdade que é andar com um Fiat 500 para todo o lado. Tudo era possível. E tudo (de bom) aconteceu.

Houve quem nos avisasse: "Não vão para a Sicília em agosto! É calor a mais! É gente a mais! É tudo a mais!" Agora eu respondo: "Às tantas não souberam escolher os sítios. As pessoas. E os cenários incríveis por onde passámos!"

Em 12 dias que lá estivemos, apanhamos um dia de calor infernal. Um dia só. E nesse dia, passámos horas a fio dentro de água. Quem não gostar de dias com 30 graus e noites com 29, não vale a pena ler mais...porque todos os outros dias foram assim: absolutamente fenomenais.

A Sicília sabe receber as pessoas de fora. E sabe receber com graciosidade. Com estima. Com generosidade. E conquista pela simpatia. Mas sobretudo, pela comida. A cozinha siciliana arrebatou os nossos estômagos. E curou qualquer ansiedade dos nossos corações. Fiquei fã do arancini. Do cannoli. Da caponata. E claro! Do Aperol!


Não sentimos falta de segurança em nenhum momento. Só sentimos paz. Harmonia. E um grande alento.

As vilas e aldeias são (quase todas) património da humanidade. E percebe-se logo porquê! Porque respiram vida. História. Cultura. E toda uma verdade. As casas em terracota. As ruas em tons quentes e ardentes. As pessoas vivem devagar. Como se não tivessem pressa de ali estar. Os cafés e os restaurantes transbordam bom gosto e simplicidade. Mas nem por isso se enchem de vaidade (da boa).

As praias são pedaços de céu do planeta. Terra geniais. Umas feitas de rochas. Outras de pedras. Outras ainda, de paus. Mas a maior parte é de areia fina (ao contrário do que pensávamos). São todas - cada uma à sua maneira - especiais. E o melhor de tudo: a água. Já viajei até ao outro lado do mundo, e nunca tinha visto nem sentido água tão límpida. Tão transparente. Tão quente. Os banhos de sol que tomávamos eram raros. Passávamos tardes inteiras dentro de água. E a vitamina D que de lá trouxemos, vai durar o ano inteiro. Isto é verão verdadeiro.

De lá trouxemos o melhor roteiro. Daqueles que não se acham nas agências de viagens. Daqueles que só quem passa. Só quem vive e diz o que acha. Um roteiro de 12 dias que se pode fazer 7 meses por ano. 

Curiosos para saber por onde andámos? Quais os sítios únicos por onde passámos? Estão abertas as inscrições para o próximo workshop OUTDOOR FAMILIES. O primeiro será no Porto, no próximo dia 13 de outubro, das 10h às 12h30. As inscrições podem ser feitas por aqui. Para além de conversa fiada acerca da viagem em si, levam um roteiro pormenorizado com todas as dicas para as famílias felizes passarem por ali: Sicília. E para quem quiser saber pormenores acerca do workshop da nossa viagem de autocaravana pela Europa fora, escrevam-me para aqui

Porque lá vive-se devagar, num Dolce Fare Niente onde se quer estar.

Até lá, deliciem-se com as nossas memórias de quem gosta de contar histórias!

[a nossa viagem vai ser dividida em três posts, para que possam conhecer melhor tudo aquilo que vos quero contar. Esta, foi apenas a primeira parte desta grande aventura!)

Partilhado por Francisca Ortigão Guimarães

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