Corrente de Amor
Quarta, 06 de Dezembro de 2017

Certo dia vi um filme que me marcou para a vida toda. Não por ser uma história de amor. Não pelos cenários. Não pelos actores ou realizador. Mas pelos ideais. Pelos princípios que me ensinou. Amor com amor se paga. Isso, já sabemos. Mas - como a velha história de quem nasceu primeiro: a galinha ou o ovo - onde começa o Amor? Quem dá primeiro? Ainda por cima, sem pedir nada em troca? As Mães, respondem por aí. Sim, sem dúvida, as Mães! Mas, será que todas as Mães também dão amor fora de casa. A quem passa? A quem mais precisa? Conheço algumas assim. Mas conheço uma especial.

Conheci a Marisa num dos primeiros Mercado dos Santos e topei-lhe logo a pinta! Transparente. Humilde nos princípios que defende. Genuína. Amiga do seu amigo. Generosa. A L T R U Í S T A. Lá está: dá sem pedir nada em troca! Só pede que a ajudemos a ajudar. E ajuda muito mais do que pede. 

Quando recebi o convite da Marisa para apadrinhar o próximo Mercado dos Santos, nem pensei duas vezes. Não há melhor remédio para a alma do que nos sentirmos úteis. Do que sabermos que estamos a fazer o Bem, no matter what. Tudo isto graças ao coração esponja desta Marisa. Absorve o bem e o mal, mas só liberta o bem. O mal dissipa-se pelo ar. Como se nem se desse por ele. É um dom. É uma dádiva. Uma verdadeira benção existir um ser humano destes.

E é nesta corrente de Amor - de entre-ajuda, de generosidade - que hoje vos venho pedir: ajudem a ajudar! Pois é! No próximo dia 8 de dezembro todos os caminhos vão dar ao District! Entre as 10h00 e as 18h00, cerca de 8 marcas vão ajudar a ajudar quem mais precisa: entre eles, as vítimas dos incêndios que devastaram o nosso país. E tantas famílias que ficaram sem nada. E tantas vidas preciosas que se perderam. Todos nós passámos noites em branco, a pensar no terror que aquelas famílias viveram. Mas no meio de toda esta tragédia, já pensaram em ajudar no terreno? Ajudando directamente aqueles que perderam tudo? Com esta iniciativa, agora é possível. Juntei-me à Marisa, e com mais meia dúzia de pessoas do Bem, iremos entregar a estas famílias cabazes de Natal. E própria irei até ao Hospital de S. João entregar presentes de Amor às crianças que não podem passar o Natal em casa. Para que esta época, que é suposto ser de Amor, não seja apenas de dor. E com isto, as palavras faltam-me. Só precisamos de acção. Devoção. Dedicação. Amor. Será um dia repleto de emoção.

S A V E  T H E  D A T E: 8 de Dezembro.


Partilhado por Francisca Ortigão Guimarães

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