Ciclovia do céu
Sexta, 04 de Maio de 2018

Em jeito de pré-fim-de-semana vou contar-vos a nossa última aventura em família. Pegámos nas bicicletas, nas tralhas e nos miúdos e metemo-nos à estrada. Deixámos o carro na antiga estação de Arco de Baúlhe, perto de Mondim de Basto, e seguimos os 5 sobre rodas. Literalmente. No meio da natureza, dos estrangeiros encantados com o nosso país, dos caminhantes de Santiago de Compostela, dos locais que faziam a sua caminhada do dia. E sob a alçada do rio Tâmega, sempre a acompanhar-nos, pelos seus trilhos descalços e aventureiros. Passámos pontes de madeira, túneis, aldeias perdidas e estações de comboio antigas. Foi um passeio inesquecível. Quarenta e dois kilometros de ar puro. De passarinhos a chilrear. De água límpida a espreitar. De verde fluorescente. Tudo o que nos deixa a alma quente. 

Foram 4 horas de passeio, com duas paragens pelo meio. Muito importante: levar muita água. Em dias de calor devemos regar os nossos filhos. E proteger a pele do sol. Seja verão ou inverno. Os capacetes também são obrigatórios. E as joelheiras recomendadas! Tudo para que não haja percalços, sustos ou inseguranças. Devemos também avisar os nossos filhos acerca dos perigos. Não andar muito pelas bermas. Acelerar, nem pensar. E estar constantemente pronto para travar. Só assim é que se consegue aproveitar as maravilhas de um passeio de bicicleta em família. Ah! E como o mais provável é os bebés adormecerem nas suas cadeirinhas da bicicleta dos Pais, o ideal é levarem um lenço para que a cabeça não tombe para a frente, prendendo-o (pela testa) à parte de trás da cadeirinha. Tudo pensado para que nada falte a mais uma aventura em família!

Os miúdos cortaram a meta em Amarante, 42 kms e 4 horas depois, frescos como uma alface, felizes como as perdizes, livres como um passarinho. Não há nada melhor que possamos proporcionar aos nossos filhos do que um passeio no meio da natureza. Uma infância aventureira: é um dos legados que gostaria de deixar aos meus filhos. Que eles mais tarde se lembrem que construíram cabanas com os Pais, que apanharam bolotas, que fizeram fogueiras, que construíram castelos (de sonhos, também), que viveram muito ao ar livre. E que não podiam pedir mais!

Partilhado por Francisca Ortigão Guimarães

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