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Segunda, 07 de Janeiro de 2019

Este início de ano é sempre revigorante. Não é só a viragem para um ano novo que se avizinha. É um ano novo para mim também. Mais do que passar de 2018 para 2019, passo dos 36 para os 37. Não me perguntem porquê, mas tenho um feeling que este ano vai ser verdadeiramente excepcional. Talvez saiba porquê: o 3 e o 7 sempre foram os meus números da sorte. O Zé Maria tem 3. O Manel vai a caminho dos 7. Só pode ser um bom prenúncio para nós, que casámos a 07.07.07, e que os nossos filhos foram batizados no mês 7, ou no dia 7. E que o nosso benjamim nasceu também no mês 7. Pode parecer parvoíce, mas esta capicua e esta sequência dos meus números da sorte só podem adivinhar que algo de muito bom está para acontecer. Não é uma resolução. Não é sequer uma promessa. É talvez um sonho. E não é preciso só sorte para o realizar. É também preciso trabalho, dedicação, e muita fé!

Aqui estou eu, com 37 anos feitos. 3 filhos perfeitos (lá está, o número 3!). Um casamento que luta todos os dias pela (im)perfeição. Idem idem aspas aspas com a minha profissão. Uma família alargada sensacional. E uns amigos, de vários lados, grupos e crenças, fora do normal. Pela primeira vez, sinto que fechei o ciclo da maternidade. Sinto-me mais do que completa com os meus 3 rapazes. E apesar de ser louca por recém-nascidos e de muitas vezes me vir à cabeça o maravilhoso que seria voltar a sentir aquela benção de novo, sei que poderia ser um risco muito grande para o equilíbrio da minha família. Um quarto filho requer muitas ajudas, muito tempo e uma disponibilidade acrescida. E sei que não teria capacidade para tal. Fico na minha. Nos meus. Vou-me focar mais no meu casamento. Na minha vida enquanto Mulher. Nos meus sonhos antigos. Naqueles que julgava perdidos. Foram  10 anos a pensar em bebés. Foram os melhores anos da minha vida. Mas chegou a vez de assentar o coração. E de pousar os pés.

Ainda tenho muito para dar ao meu projecto. Com um bebé em casa, nem sempre me sentia capaz de chegar a tudo. Mas agora chegou a minha vez de mostrar ao mundo aquilo que sou verdadeiramente capaz. Não é por ser Mulher. Nem Mãe de três. Não é por viver um dia de cada vez. Nada me impede de ir mais longe.

E foi com esta sensação que, com o sol radioso que se fez sentir no dia 29 de dezembro, resolvi fazer um almoço improvisado para a família e alguns amigos. Foi tudo um pouco em cima do joelho. Não é fácil fazer uma festa no jardim em pleno inverno. Mas se calhar foi por isso mesmo que soube tão bem. Senti-me quente e amada pelos meus. Senti que todos estiveram felizes naquela tarde de dezembro. Miúdos. Graúdos. De todas as idades e gerações. Todos se juntaram para viver a vida. Fazer tchim-tchins por tudo e por nada. E passar uma tarde abençoada.

Cada vez mais gosto de fazer anos em dezembro. No mês mais mágico e especial do ano. E quanto mais velha fico, mais agradecida sou, por esta vida que construí. E com toda a sorte que vivi e continuo a viver. Por isso, para este novo ano, só peço saúde para proteger os meus. Porque o amor contrói-se a cada dia que passa. E a sorte, essa, é só saber agarrá-la. E preservá-la. Ah! E rodear-me de pessoas que me querem bem. Que esbanjam felicidade. Que me passam boas energias também. Porque o mau olhado, esse, no meu coração não entra!


Um ano cheio de maravilhas, é tudo o que desejo a quem está comigo desse lado! (Um pedido que tenho: falem, acusem-se, digam-me de vossa justiça o que vos vai na alma! É sempre tão bom saber!)

Partilhado por Francisca Ortigão Guimarães

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